Meu calhambeque, bi bi

Quando eu era moleque na década de 90/início de 2000, existiam basicamente três tipos de crianças: as mais radicais (e protagonistas de inúmeras aventuras em que no final acabavam se tornando agentes secretos) andavam de skate ou patins; as normais (mas que acidentalmente encontravam mapas de antigos tesouros esquecidos de piratas) andavam de bicicleta; e aquelas cuja maior aventura era ir pra escola e voltar pra casa sem levar um cuecão das crianças mais altas andavam de patinete.

Adivinha de qual dos três grupos eu era.

the-goonies-movie-picture-7_0Dica: eu nunca fui um Goonie.

O que eu posso dizer? Eu gostava do meu patinete. Era seguro, e fazia exatamente o que eu queria que ele fizesse, sem surpresas. Se eu queria ir pra esquerda, era só virar pra esquerda. Se eu queria ir pra direita, virava pra direita. Se eu quisesse parar, era só colocar um pezinho pra fora da base direto no chão. Se eu quisesse ir o mais rápido que eu pudesse… bem, aí era melhor descer, dobrar ele e levar debaixo do braço mesmo.

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Vamo nessa

2015 começou bem bosta pra mim.

Sem emprego, sem dinheiro e sem a menor perspectiva de ter nenhum dos dois tão cedo. Meu último trampo de verdade tinha sido aquele de quase-pedreiro no Banco Central, e isso já fazia dois anos. Cheguei a receber um seguro-desemprego bem generoso, mas mesmo ele já tinha ido todo embora em cerveja, gibis e joguinhos na Steam há muito tempo. Aliás, sem grana eu continuo até hoje: se colocar a mão nos meus bolsos nesse momento, você vai encontrar um barbante, uma embalagem amassada de Crokíssimo, um anel de latinha e vários plásticos de canudinho de Toddynho.

Assim que me vi novamente desempregado, voltei à minha rotina de imprimir e distribuir currículos. Muitos currículos. Eu me sinto pessoalmente responsável pela destruição de pelo menos uma parte da floresta Amazônica pelo número de folhas de papel com meus dados que espalhei nesses 2 anos desempregado. Chegou um ponto em que eu saía na rua assim:

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Cabeça de gelo

Primeiro de tudo, pare um pouco e dedique 1 minutinho do seu tempo pra contemplar o layout maravilhoso do blog.

Lindo, né? Nada mal pra um blog que começou em 2005 com um tema do Homem-Aranha 2 do Maximus Templates.

Isso só foi possível graças a esses três caras incríveis: Ygor, Filipe e Ilton. Obrigado mesmo, caras, vocês são 10.

Mas bem , de volta ao endereço antigo e com visual completamente reformulado pra web 3.0 (ou é a 4.0? Em que web nós estamos?), agora é fazer uma faxina na casa e terminar de arrumar os móveis. Tenho feito uma verdadeira curadoria em posts mais antigos, tentando recuperar imagens quebradas e vídeos que deixaram de existir. É um trabalho cansativo pra caralho, afinal são 10 anos de blog, mas eu tenho feito o que posso. Então, paciência, por favorzinho.

Por último, não custa lembrar que eu não ganho absolutamente nada com o KD, e a única motivação que tenho pra continuar com ele é saber que em algum lugar do mundo tem alguém do outro lado da tela lendo o que escrevo e curtindo. Gostou de um texto? Me deixa saber! Pode ser pelo tuiter ou por aqui mesmo. Olha a área dos comentários aí prontinha pra ser usada. E divulgar pros amigos é sempre bom também e ajuda demais. Então, vamos lá, deixem a vergonha de lado e manifestem-se!

Mas enfim, vamos ao post!

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5 apps pra organizar a sua vida

A tecnologia é mesmo maravilhosa. O advento e popularização dos smartphones tornou possível centenas de coisas que antes só existiam na ficção científica. Afinal, se você parar pra pensar, um celular é basicamente um Guia do Mochileiro com um comunicador do Star Trek, só que AINDA MAIS FUTURISTA, uma vez que até o Guia tinha botões e o comunicador dos membros da Enterprise nem tela tinha. Ou seja, em muitos aspectos, nós já ultrapassamos a própria ficção científica. Ok, claro, ainda não temos carros voadores, máquinas do tempo e hoverboards decentes, mas temos vídeos de gatinhos na palma da mão, e isso, meus amigos, ficção científica nenhuma jamais previu.

Hoje em dia todo mundo tem um smartphone. Eu tenho um, você tem um, seu amigo tem um e o Jorge é capaz de ter os 3 se a gente der bobeira na rua. Como toda tecnologia que surge, ela cria novos hábitos ao mesmo tempo em que mata vários, alguns bons e outros ruins. Eu não consigo lembrar da última vez em que precisei pegar num dicionário ou numa lista telefônica, por outro lado eu também não consigo lembrar a última vez que fui pra um bar com os amigos e todos realmente interagiram sem ninguém dar aquela paradinha pra atualizar o Instagram com foto dos copos de cerveja e então passar o resto da noite encarando a tela esperando os comentários.

phubbing

Recentemente resolvi tomar vergonha na cara e me dedicar a aprender uma língua nova. Como não tenho grana pra bancar um curso, baixei o Duolingo e comecei a reservar no mínimo dez minutinhos do meu dia pra praticar francês. Hoje em dia, se eu tô na fila do banco ou do dentista, é só sacar o celular, abrir o Duolingo e começar a fazer os exercícios com os fones de ouvido ali mesmo (fazer ou não o biquinho em público é opcional). No momento eu sou apenas 12% fluente na língua do amor, mas se algum dia por algum motivo o futuro da Terra depender de mim responder qual a cor da maçã em francês, vocês já podem ficar tranquilos porque la pomme est rouge.

E claro, sabendo usar, o seu celular pode ser uma ferramenta poderosa pra organizar o seu dia. Fiz aqui uma lista com apps sensacionais que uso pra organizar a minha. Se eu tenho conseguido? Bom, não exatamente, mas que os apps são sensacionais, eles são. Vamos a eles!

Mas antes uma imagem de mesa hipster com filtro vintage obrigatória pra esse tipo de post.

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Dois idiotas em apuros

Em 2009, eu e meu amigo Sid tínhamos um passatempo que praticávamos quase que todos os dias depois da aula. Lembrando que nessa época nós só queríamos saber de Guitar Hero, Coca-Cola e beijar garotas na boca, então era um hobby tão retardado quanto as mentes que os criaram. Era o seguinte: depois da aula, pegávamos um ônibus pro shopping Iguatemi (antes de ser Pátio Belém) e sentávamos exatamente no centro da praça de alimentação. Então nós sacávamos o celular do Sid e olhávamos a lista de pessoas com o Bluetooth ligado ao nosso redor. Daí era só escolher uma vítima e… mandar a imagem do Link rindo.

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Não só isso, mas também alguns memes da época, desenhos de piroca e às vezes até fotos nossas fazendo careta ou mandando um joinha. A graça era escolher alguém aleatoriamente, depois olhar ao redor pra tentar achar aquela pessoa a tempo de acompanhar a reação assim que ela recebesse o arquivo. Isso foi, claro, antes do celular do Sid ser tragicamente ceifado pelo Jorge naquele assalto maluco no mesmo ano. Que descanse em paz, Sony Ericsson CyberShot C905.

Uma vez tinha esse cara que usava o nome completo no Bluetooth. Enviamos solicitação pra parear os dispositivos, ele aceitou. Nisso localizamos ele: sentado a alguns metros da gente, usava camisa social pra dentro, bermuda, meia cobrindo toda canela, almoçando sozinho uma porção de salada. Era uma cena bem triste de ver. Então nós mandamos o SEU CU NAO SERA PERDOADO.jpg, clássico, e observamos. Ele pegou o celular, abriu o arquivo e…

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3 picaretas desmascarados por James Randi

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Sob essa volumosa barba branca encontra-se James Randi, facilmente um dos seres humanos mais incríveis ainda vivos. Acredito que o mundo seria um lugar um pouco melhor se todos estivessem familiarizados com a vida e o trabalho do cara, com pessoas sendo um pouco mais céticas em relação a médiuns, paranormais, curandeiros e astrólogos.

James Randi começou a carreira como mágico escapista nos anos 40, ganhando a alcunha de “Incrível Randi”, com feitos que incluem escapar de uma camisa de força pendurado de cabeça pra baixo sobre as Cataratas de Niágara — bom, quem nunca, né.

Aos 60 anos, decidiu se aposentar da vida de mágico pra se tornar uma espécie de caça-malandros, viajando o mundo inteiro desmascarando charlatões e supostos paranormais que ganhavam a vida separando as pessoas de seu dinheiro. Em 1964, ele passou a oferecer a bagatela de mil dólares do próprio bolso a quem conseguisse provar que possuía de fato algum tipo de poder sobrenatural, quantia que eventualmente chegou a nada menos do que 1 milhão. Tudo o que o candidato tinha que fazer era repetir seu feito “paranormal” na frente de Randi, porém sob um controle científico de modo a testar a veracidade do fenômeno. Não é surpresa nenhuma que, até hoje, ninguém nunca conseguiu passar nem dos testes preliminares.

Eis aqui três casos de safados expostos pelo Incrível Randi — um deles inclusive ao vivo na TV. Se você se interessar e quiser saber mais sobre o cara, ano passado saiu um documentário sobre ele, A Honest Liar, que inclusive entrou recentemente no catálogo da Netflix brasileira (eis o trailer). Pare de fazer o que estiver fazendo e vá assisti-lo AGORA — quer dizer, depois de ler o post, obviamente. Continue lendo